Em algum momento de sua vida – que ele nunca soube precisar ao certo “o qual” ou talvez até preferiu se enganar desta forma -, ele percebera que aquelas estrutras e as relações pressupostas a partir do que ele até então conhecia como lar e família, não davam mais conta do turbilhão que se formava dentro dele. Algo tão rápido que, um dia, ao se levantar pela manhã, ele andou por aquela casa como se a visitasse pela primeira vez…Olhou seu familiares, e eram como familiares rostos desconhecidos… Seu quarto! Voltou ao seu quarto e percebeu que nem ali ele mais estava ou qualquer referência dele e dele mesmo naquela vida que ali lhe cabia… Quis correr e dessa vez, como há muito se anunciava, ele o fez!
Ele correu meus amigos! Não por medo, fuga… Mas por coragem!
Ele saiu… Saiu meu caro, mais por necessidade do que por vontade! Uma necessidade de si mesmo que naquele antigo lugar já não mais cabia…
Ele correu pra não morrer!
[É meu amigo...Eu torço por esse rapaz e que agora, com suas próprias mãos ele possa forjar o seu lugar no mundo]

Gostei demais do texto, tive uma identificação muito expressiva, passo por essa situação forçada de descentramento e rejeição, afastando o que é meu, ou simplesmente não o reconhecendo como meu. E já passei por essa situação, exatamente desse jeito. Costumo brincar que devo vagar já fora de mim há alguns anos, só preciso de meus sentidos, pois todo resto pra mim é tão passageiro que não mais vejo como meu.
Parabéns, manterei as visitas e aguardo as suas no Caderno da Capa Verde!
Abração, amigo.
Feliz surpresa quando entrei aqui e vi seu comentário, meu amigo! Acabei de voltar de seu blog e tomei a liberdade de “falar” por um poema seu aqui na Terceira Margem, de grande riqueza e apelo às minhas próprias inquietações. Abraços, meu amigo!