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Archive for outubro \28\UTC 2009

[REPLAY]

mocanajanela_dali

Há algum tempo ela estava a esperá-lo… Quando ele já não mais estava, deixara nela a dor do “não pertencimento”, de não mais encontrar o sentido que roubava dele e que, antes dele, parecia nunca haver existido. Assim como Prometeu que a cada nascer do sol era dilacerado pelos bicos da águia, ela era amaldiçoada a cada nascer do sol a esperar e relembrar aquele amor.

Colocava-se em pé à beira daquela janela e entrava em uma espécie de transe. Ela já não mais estava… Estava ele e aquela saudade que atribuíram sentido ao presente por uma passado que só existia pela força dela. E ela sabia o que logo estaria por vir…

“lembrar-se com saudade é como se despedir de novo.”

E ela se despedia…

Para reencontrá-lo no dia seguinte.

[ Não estou conseguindo escrever [desculpa por te ofertar este texto mal escrito]. Pretendia postar uma de nossas músicas, mas não consegui! Eu juro que respeitarei o seu espaço, mas aqui não há nada velado…Meu amor por você e a falta que faz estão aqui diariamente declarados.]

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[REPLAY]

mocanajanela_dali

Há algum tempo ela estava a esperá-lo… Quando ele já não mais estava, deixara nela a dor do “não pertencimento”, de não mais encontrar o sentido que roubava dele e que, antes dele, parecia nunca haver existido. Assim como Prometeu que a cada nascer do sol era dilacerado pelos bicos da águia, ela era amaldiçoada a cada nascer do sol a esperar e relembrar aquele amor.

Colocava-se em pé à beira daquela janela e entrava em uma espécie de transe. Ela já não mais estava… Estava ele e aquela saudade que atribuíram sentido ao presente por uma passado que só existia pela força dela. E ela sabia o que logo estaria por vir…

“lembrar-se com saudade é como se despedir de novo.”

E ela se despedia…

Para reencontrá-lo no dia seguinte.

[ Não estou conseguindo escrever [desculpa por te ofertar este texto mal escrito]. Pretendia postar uma de nossas músicas, mas não consegui! Eu juro que respeitarei o seu espaço, mas aqui não há nada velado…Meu amor por você e a falta que faz estão aqui diariamente declarados.]

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[Quantos anos?]

Sempre me pego pensando que a forma como procuramos “controlar” o passar do tempo, é falha!

Mais um aniversário se aproxima, junto com ele me surgem tantas reflexões, tantos questionamentos…Me vem a tão batida frase: “A vida é um eterno recomeço…” E quem dirá que é diferente?

Voltando ao TEMPO, o que acho mais impressionante é a minha incapacidade de estabelecer com o tempo que me é cabível, uma relação harmoniosa. Degladiam-se e disputam [o tempo todo], o velho e o adolescente dentro de mim. Na verdade, não sei se essa é uma incapacidade geral ou se especifica minha, pois me acostumei a ouvir [e de certa forma incorporei], minha mãe dizer: “Ele é oito ou oitenta”.

Confuso também, é não se sentir com 23 diferente de como me sentia aos dezesseis. Não digo que não tenha amadurecido algumas questões, desconstruído outras e todo o resto. Estou me referindo a mim mais superficialmente; a forma como me vejo. Quando fecho os olhos e penso em mim, ainda sou o rapaz de 16 anos que acabou de descobrir o amor.

Em contrapartida, o frescor, a juventude – que deveriam ser característicos aos meus 23 anos – também não estão aqui! Estou preocupado, tenso, triste, deprimido…Estou cansado! E penso: “Como posso estar cansado aos 23 anos?” Neste momento, se impõe a experiências, o corações partidos, a desilusões… E por mais que o jovem ainda exista dentro de nós, ela deixa marcas que abrem caminhos cada vez maiores para que o velho circule.

Acredito que em um momento específico [que por mais que eu procure lembrar, não me recordo], fez com que eu me tornasse quem eu sou hoje…

O restante é apenas acrescentado, mas o que está plantado lá dentro já o está há muito tempo…

Enfim, desculpem-me se dessa vez o texto não foi tão subjetivo e melhor construído. Precisava apenas “regurgitar”

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[Quantos anos?]

Sempre me pego pensando que a forma como procuramos “controlar” o passar do tempo, é falha!

Mais um aniversário se aproxima, junto com ele me surgem tantas reflexões, tantos questionamentos…Me vem a tão batida frase: “A vida é um eterno recomeço…” E quem dirá que é diferente?

Voltando ao TEMPO, o que acho mais impressionante é a minha incapacidade de estabelecer com o tempo que me é cabível, uma relação harmoniosa. Degladiam-se e disputam [o tempo todo], o velho e o adolescente dentro de mim. Na verdade, não sei se essa é uma incapacidade geral ou se especifica minha, pois me acostumei a ouvir [e de certa forma incorporei], minha mãe dizer: “Ele é oito ou oitenta”.

Confuso também, é não se sentir com 23 diferente de como me sentia aos dezesseis. Não digo que não tenha amadurecido algumas questões, desconstruído outras e todo o resto. Estou me referindo a mim mais superficialmente; a forma como me vejo. Quando fecho os olhos e penso em mim, ainda sou o rapaz de 16 anos que acabou de descobrir o amor.

Em contrapartida, o frescor, a juventude – que deveriam ser característicos aos meus 23 anos – também não estão aqui! Estou preocupado, tenso, triste, deprimido…Estou cansado! E penso: “Como posso estar cansado aos 23 anos?” Neste momento, se impõe a experiências, o corações partidos, a desilusões… E por mais que o jovem ainda exista dentro de nós, ela deixa marcas que abrem caminhos cada vez maiores para que o velho circule.

Acredito que em um momento específico [que por mais que eu procure lembrar, não me recordo], fez com que eu me tornasse quem eu sou hoje…

O restante é apenas acrescentado, mas o que está plantado lá dentro já o está há muito tempo…

Enfim, desculpem-me se dessa vez o texto não foi tão subjetivo e melhor construído. Precisava apenas “regurgitar”

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[Xangô]

xango

 

Durante muito tempo estive a procura sem tê-lo encontrado.
Fiz planos…
Imaginei uma vida que, quando este estivesse presente, seria melhor pela simples [ou complexa] certeza de que não se caminha mais sozinho. De que há um ombro, uma mão, um peito e todo um sistema que se encaixa perfeitamente com este sistema [também muito complexo]. 
Foi então, que a minha completa falta de habilidade de lidar com o SER amado, não me permitira perceber que ele estava à minha porta e se rendia aos meus pés sem que eu houvesse feito nada. E ainda, sem que me pedisse nada…
Aquele, ao qual eu estive esperando há tanto tempo, estava ali! Entrou em mim e fixou residência! Viera ao meu encontro conforme há muito eu sonhava, sem que para isso impusesse seu preço e exigisse as concessões. Só estava ali pra mim, por mim, por ele, por aquela “falta” que havia cansado de existir…
O AMOR estava ali, ainda que irradiasse de longe, mas vibrava de maneira ainda não experimentada. E por não haver experimentado, eu não o reconheci.
Eu me desfiz, “insatisfiz”, me iludi e me encantei pelo que tanto havia sido a tortura de todo o tempo em que ele não estava presente: o turbilhão, a paixão, a angústia… Aquele que não me pede, mas nada me oferece…
Hoje, não há mais penteadeira, “espera”, completude. Não há mais o azul, a torre, “o amor de goleadas”, “o amor que amasse”… Não há cor! Nem sequer o Preto existe mais!
Só falta e as cenas que me surgem sem permissão e sem respeito algum pela minha incapacidade de “revê-las”.
Xangô me poupe de sua justiça, eu lhe imploro! Colocastes a prova em meu caminho. Deu-me além do que eu havia sequer esperado, personificando-se em minha vida…
 
E eu?
 
Eu, o mandei embora, por não saber…

 

 

 

Tem sete cores sua cor
sete dias para a gente amar
Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô, meu Senhor, saravá!
Me faça sofrer
Ah me faça morrer
Mas me faça morrer de amar
Xangô, meu Senhor, saravá!

Xangô agodô

[Vinícius de Moraes – Canto de Xangô]

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[Xangô]

xango

 

Durante muito tempo estive a procura sem tê-lo encontrado.
Fiz planos…
Imaginei uma vida que, quando este estivesse presente, seria melhor pela simples [ou complexa] certeza de que não se caminha mais sozinho. De que há um ombro, uma mão, um peito e todo um sistema que se encaixa perfeitamente com este sistema [também muito complexo]. 
Foi então, que a minha completa falta de habilidade de lidar com o SER amado, não me permitira perceber que ele estava à minha porta e se rendia aos meus pés sem que eu houvesse feito nada. E ainda, sem que me pedisse nada…
Aquele, ao qual eu estive esperando há tanto tempo, estava ali! Entrou em mim e fixou residência! Viera ao meu encontro conforme há muito eu sonhava, sem que para isso impusesse seu preço e exigisse as concessões. Só estava ali pra mim, por mim, por ele, por aquela “falta” que havia cansado de existir…
O AMOR estava ali, ainda que irradiasse de longe, mas vibrava de maneira ainda não experimentada. E por não haver experimentado, eu não o reconheci.
Eu me desfiz, “insatisfiz”, me iludi e me encantei pelo que tanto havia sido a tortura de todo o tempo em que ele não estava presente: o turbilhão, a paixão, a angústia… Aquele que não me pede, mas nada me oferece…
Hoje, não há mais penteadeira, “espera”, completude. Não há mais o azul, a torre, “o amor de goleadas”, “o amor que amasse”… Não há cor! Nem sequer o Preto existe mais!
Só falta e as cenas que me surgem sem permissão e sem respeito algum pela minha incapacidade de “revê-las”.
Xangô me poupe de sua justiça, eu lhe imploro! Colocastes a prova em meu caminho. Deu-me além do que eu havia sequer esperado, personificando-se em minha vida…
 
E eu?
 
Eu, o mandei embora, por não saber…

 

 

 

Tem sete cores sua cor
sete dias para a gente amar
Mas amar é sofrer
Mas amar é morrer de dor
Xangô, meu Senhor, saravá!
Me faça sofrer
Ah me faça morrer
Mas me faça morrer de amar
Xangô, meu Senhor, saravá!

Xangô agodô

[Vinícius de Moraes – Canto de Xangô]

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[Preto]

desalento_vencido

 

 

Sabe, hoje é um daqueles dias em que algo estranho simplesmente entra em você e senta bem em cima do lugar onde batia o seu coração…

Por ocupar um espaço que, só para o coração – pelo tamanho que tem – já se faz apertado, as lágrimas escorrem por uma questão unicamente espacial, ou seja, pela falta de espaço em habitar aqui dentro enquanto este “sujeito” ainda estiver aqui. Elas rolam meio quem sem saber, sem rumo e sem causa [aparente]…

Rolam apenas…

Or ar novo, que o moço anseia por sorver, não enocntra por aqui espaço. Chega difícil, apertado, racionado, faz-se um esforço em se organizar o que foi acumulado aqui, para que ele ao menos consiga entrar e trazer um pouco de frescor…

Enquanto ESTE não se levanta de dentro de mim, até pensar e escrever o que o coração teria dito, está impossível. Eu eu sinto – coitadinho – ele espremido lá dentro, ainda se mexendo e quase sufocado, mas doido querendo dizer o que passa com ele…

 

 

Sim, vai e diz
Diz assim
Que eu chorei
Que eu morri
De arrependimento
Que o meu desalento
Já não tem mais fim
Vai e diz
Diz assim
Como sou
Infeliz
No meu descaminho
Diz que estou sozinho
E sem saber de mim

[Chico Buarque – “Desalento”]

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