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Posts Tagged ‘Conto’

 

Hoje, ao longo do dia, me deu vontade de escrever sobre um certo sorriso apenas pela lembrança de um daqueles dentes que a mim me parecia diferente de todos os outros. Tinha um carinho por aquele seu dente que compunha o sorriso que você tão facilmente “esparramava” sobre meus olhos, que a mim era inexlicável – isso inclusive, nunca lhe disse, talvez pela estranheza de minha adoração…

Então, lembrei de seu “dente-sorriso” e quando me pus a escrever sobre ele, vi que não me falava mais nada. Não trazia aquela torrente de sentimentos – tão comum quando me ponho a escrever sobre ti e as impressões que me causa.

Dizem os antigos, que SONHAR com dente é mau-agouro, morte… E LEMBRAR de um único dente? O que será? Será que a lembrança também guarda em si o mesmo significado?

Eu não sei… Mas acho, acho mesmo, que naquela lembrança em que você mais uma vez “me veio”, dessa vez, você morria entre os dentes…

 

 

[Já indiquei no twitter, mas indicarei aqui também! Ouçam Marta Jean Claude. É uma cantora haitiana, exilada em Cuba, que se propõe a cantar as músicas populares do Haiti. Simplesmente lindo! Apesar deu não entender uma só palavra em criollo]

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Hoje, ao longo do dia, me deu vontade de escrever sobre um certo sorriso apenas pela lembrança de um daqueles dentes que a mim me parecia diferente de todos os outros. Tinha um carinho por aquele seu dente que compunha o sorriso que você tão facilmente “esparramava” sobre meus olhos, que a mim era inexlicável – isso inclusive, nunca lhe disse, talvez pela estranheza de minha adoração…

Então, lembrei de seu “dente-sorriso” e quando me pus a escrever sobre ele, vi que não me falava mais nada. Não trazia aquela torrente de sentimentos – tão comum quando me ponho a escrever sobre ti e as impressões que me causa.

Dizem os antigos, que SONHAR com dente é mau-agouro, morte… E LEMBRAR de um único dente? O que será? Será que a lembrança também guarda em si o mesmo significado?

Eu não sei… Mas acho, acho mesmo, que naquela lembrança em que você mais uma vez “me veio”, dessa vez, você morria entre os dentes…

 

 

[Já indiquei no twitter, mas indicarei aqui também! Ouçam Marta Jean Claude. É uma cantora haitiana, exilada em Cuba, que se propõe a cantar as músicas populares do Haiti. Simplesmente lindo! Apesar deu não entender uma só palavra em criollo]

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[O encontro – FINAL]

 

[Espero, meu amigo, que tenha conseguido dar conta da ansiedade pelo encerramento desse caso que comecei a lhe narrar na noite passada. Mas acredito ainda, que conhecedor deste que vos conta, sabia logo que não demoraria pra que a ansiedade em lhe participar das desventuras daquela moça, também não tardaria a chegar pela bandas de cá…]

……

Seus pés tocavam o chão o frio , aquele chão cru e áspero ao qual ela já deveria ter se acostumado a pisar. Fitou seus pés e por algum momento eles quase a desviaram das reais preocupações daquela noite. Olhava para eles e não os reconhecia como sendo seus – estavam tão maltratados, feridos e um tanto verdes àquela meia luz do quarto em que ela se preparava para deixar. Não se recordava por onde havia caminhado e forjado aqueles pés e aquele andar que agora a deixavam envergonhada de si mesma. Envergonhada de sua própria compleição física. De seus pés!

 Caminhava ainda em falso. Por algum momento chegou a questionar a lucidez, mas se dera conta de que de fato não estava sonhando. Algum momento ela ainda ficou parada sobre aquele beiral de porta, elocubrando sobre si, seus pés e sobre o que se passava, mas logo outro golpe de brisa a convidou a realidade que ela bem sabia não poder ser mais adiada.

Dirigiu-se então, em direção ao seu bem mais precioso – aquela penteadeira de vidro, que ainda em vidro acumulava os objetos daquele culto particular diário, ao qual sofregamente a moça havia acostumado a se render. Caminhou em direção a ele já com a certeza do que a esperava. E lá estava! Estava partido e inerte naquele chão aspero que as solas de seus pés tocavam, o IBÁ onde a moça há algum tempo vinha acumulando as forças daquele culto. Naquele momento, naquela fração mesmo em que nos damos conta de uma tristeza lancinante, a moça sentiu sugada toda a vida de dentro dela. Não queria acreditar em que seus olhos insitiam em forçá-la  a encarar…

Estavam ali, deitados e espalhados, todos aqueles que até então eram a própria força daquela moça. Viu ainda, e esta foi talvez a maior supresa revelada pela achadura daquele IBÁ, Xangô e Logun deitados lado-a-lado, ainda não se dando conta de que, os meios pelos quais aquele culto que ela os rendia, estavam desfeitos….

Xangô foi a o primeiro a levantar-se! Este culpava a moça pela própria sorte infeliz que aquele culto por fim tomara. Sua justiça implacável não foi capaz de levar em conta os esforços da menina até aquele momento. E ao perceber que a mesma estava preste a cair doente pelo peso que aquelas impressões as trazia, desitiu até mesmo de fazê-la cumprir as penas que lhe seriam devidas… Como ela bem sabia, Xangô é completamente avesso à morte e às intemperanças do corpo. E este partiu!

Logun acordou preguiçoso e logo se deu conta da situação em que se encontrava. Levantou-se e ainda bradou com a sua sacerdotisa pelo descuido com o próprio lugar onde ela o havia assentado durante aquele tempo, já que ele compartilhara sem saber a mesma casa que Xangô.

 Nele a moça ainda reconheceu alguma verdade, mas ao tentar se justificar, logo se deu conta de que este estava tão distraído em sua vaidade, olhando para si mesmo e a beleza que carregava, que o que ecoava a partir de sua boca não chegava até o orgulho daquele rapaz. Logun, logo se desencantou com o admirável mundo novo em verdade de sentimentos que a moça lhe ofertava, e partiu com a justificaticava de que precisava acertar a própria casa, agora desfeita pela queda daquele IBÁ.

Ela se viu só! E quando uma lágrima, apenas uma, que teimou em rolar daquele cílio direito entreaberto, estava prestes a tocar o chão, ela sentiu novamente aquela brisa em sua face. No entanto, dessa vez ela não veio doce ou calma, queimou feito fogo a fronte da jovem. E naquela dor que prometia ser insuportável a tragou para uma espécie de transe, que durante algum tempo fez com que esta permancesse inerte no centro daquele cômodo…

Foi Oiá…Oiá havia mostrado a verdade que há tanto a moça havia evitado! E ela entendeu…

Naquela hora, que já ameaçava amanhecise, pela cor azul cobalto que o lugar tomava, a moça fitou mais uma vez aquela penteadeira…Ela se deu conta, que durante todo esse tempo em que aquele culto exisiu, a penteadeira estava ali e a moça memso nunca houvera se olhado…Afinal de contas, sempre que estivera ali era para o exercício daquele culto que tirava a atenção dela de si mesma.

Caminhou vacilante em direção aquele espelho agora partido…Era um misto de medo e ansiedade que não deixavam de motivar o encontro daquela moça. O encontro daquela moça consigo mesma.

Ela finalmente se olhou! Viu seu rosto…Seus olhos…Que no fundo da retina ainda guardavam a graça e o apreço por si mesma que ela cultivava acerca de um ano atrás… E ela quis parar naquela imagem de si mesma que ela encontrou no fundo de seus olhos castanhos naquela noite…

[Nesse momento, meu amigo, a moça se encontrou! Nesse momento mesmo, nessa fração de segundos em que ela buscou o fundo de seus olhos… Ela esteve novamente junto de si…

 E nesse momento, meu amigo…Eu te digo! Eu também me vi no fundo dos olhos daquela moça. Por que você bem sabe desde o começo desse conto:

– No final das contas, a moça…

Sou EU!]

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[O encontro – FINAL]

 

[Espero, meu amigo, que tenha conseguido dar conta da ansiedade pelo encerramento desse caso que comecei a lhe narrar na noite passada. Mas acredito ainda, que conhecedor deste que vos conta, sabia logo que não demoraria pra que a ansiedade em lhe participar das desventuras daquela moça, também não tardaria a chegar pela bandas de cá…]

……

Seus pés tocavam o chão o frio , aquele chão cru e áspero ao qual ela já deveria ter se acostumado a pisar. Fitou seus pés e por algum momento eles quase a desviaram das reais preocupações daquela noite. Olhava para eles e não os reconhecia como sendo seus – estavam tão maltratados, feridos e um tanto verdes àquela meia luz do quarto em que ela se preparava para deixar. Não se recordava por onde havia caminhado e forjado aqueles pés e aquele andar que agora a deixavam envergonhada de si mesma. Envergonhada de sua própria compleição física. De seus pés!

 Caminhava ainda em falso. Por algum momento chegou a questionar a lucidez, mas se dera conta de que de fato não estava sonhando. Algum momento ela ainda ficou parada sobre aquele beiral de porta, elocubrando sobre si, seus pés e sobre o que se passava, mas logo outro golpe de brisa a convidou a realidade que ela bem sabia não poder ser mais adiada.

Dirigiu-se então, em direção ao seu bem mais precioso – aquela penteadeira de vidro, que ainda em vidro acumulava os objetos daquele culto particular diário, ao qual sofregamente a moça havia acostumado a se render. Caminhou em direção a ele já com a certeza do que a esperava. E lá estava! Estava partido e inerte naquele chão aspero que as solas de seus pés tocavam, o IBÁ onde a moça há algum tempo vinha acumulando as forças daquele culto. Naquele momento, naquela fração mesmo em que nos damos conta de uma tristeza lancinante, a moça sentiu sugada toda a vida de dentro dela. Não queria acreditar em que seus olhos insitiam em forçá-la  a encarar…

Estavam ali, deitados e espalhados, todos aqueles que até então eram a própria força daquela moça. Viu ainda, e esta foi talvez a maior supresa revelada pela achadura daquele IBÁ, Xangô e Logun deitados lado-a-lado, ainda não se dando conta de que, os meios pelos quais aquele culto que ela os rendia, estavam desfeitos….

Xangô foi a o primeiro a levantar-se! Este culpava a moça pela própria sorte infeliz que aquele culto por fim tomara. Sua justiça implacável não foi capaz de levar em conta os esforços da menina até aquele momento. E ao perceber que a mesma estava preste a cair doente pelo peso que aquelas impressões as trazia, desitiu até mesmo de fazê-la cumprir as penas que lhe seriam devidas… Como ela bem sabia, Xangô é completamente avesso à morte e às intemperanças do corpo. E este partiu!

Logun acordou preguiçoso e logo se deu conta da situação em que se encontrava. Levantou-se e ainda bradou com a sua sacerdotisa pelo descuido com o próprio lugar onde ela o havia assentado durante aquele tempo, já que ele compartilhara sem saber a mesma casa que Xangô.

 Nele a moça ainda reconheceu alguma verdade, mas ao tentar se justificar, logo se deu conta de que este estava tão distraído em sua vaidade, olhando para si mesmo e a beleza que carregava, que o que ecoava a partir de sua boca não chegava até o orgulho daquele rapaz. Logun, logo se desencantou com o admirável mundo novo em verdade de sentimentos que a moça lhe ofertava, e partiu com a justificaticava de que precisava acertar a própria casa, agora desfeita pela queda daquele IBÁ.

Ela se viu só! E quando uma lágrima, apenas uma, que teimou em rolar daquele cílio direito entreaberto, estava prestes a tocar o chão, ela sentiu novamente aquela brisa em sua face. No entanto, dessa vez ela não veio doce ou calma, queimou feito fogo a fronte da jovem. E naquela dor que prometia ser insuportável a tragou para uma espécie de transe, que durante algum tempo fez com que esta permancesse inerte no centro daquele cômodo…

Foi Oiá…Oiá havia mostrado a verdade que há tanto a moça havia evitado! E ela entendeu…

Naquela hora, que já ameaçava amanhecise, pela cor azul cobalto que o lugar tomava, a moça fitou mais uma vez aquela penteadeira…Ela se deu conta, que durante todo esse tempo em que aquele culto exisiu, a penteadeira estava ali e a moça memso nunca houvera se olhado…Afinal de contas, sempre que estivera ali era para o exercício daquele culto que tirava a atenção dela de si mesma.

Caminhou vacilante em direção aquele espelho agora partido…Era um misto de medo e ansiedade que não deixavam de motivar o encontro daquela moça. O encontro daquela moça consigo mesma.

Ela finalmente se olhou! Viu seu rosto…Seus olhos…Que no fundo da retina ainda guardavam a graça e o apreço por si mesma que ela cultivava acerca de um ano atrás… E ela quis parar naquela imagem de si mesma que ela encontrou no fundo de seus olhos castanhos naquela noite…

[Nesse momento, meu amigo, a moça se encontrou! Nesse momento mesmo, nessa fração de segundos em que ela buscou o fundo de seus olhos… Ela esteve novamente junto de si…

 E nesse momento, meu amigo…Eu te digo! Eu também me vi no fundo dos olhos daquela moça. Por que você bem sabe desde o começo desse conto:

– No final das contas, a moça…

Sou EU!]

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[O encontro]

Fora levantada daquele sono quase que como alguém que é puxado pelos cabelos…

[Sim, meu amigo! Mais uma vez se fala daquela moça que tanto circula aqui por essa margem, aquela mesma da qual você tanto tem ouvido falar… Que hora é Oxum, hora é silêncio e que por muito se fez Butterfly a espera daqueles na janela. Dizem até, meu filho, que ela andou por aí mentindo dizendo que não o esperava. Mas vai saber…Longe de mim querer levantar acusações ou desconfiaças a serem somadas ao sofrimento dessa pobre!

Hoje, contarei a você como foi o despertar dessa sacerdotisa de um culto particular alimentado apenas por ela…

Ou será, para ela?

Este questionamento me surge agora, meu ávido amigo! No entanto, prometo-lhe que não vou me prolongar em infindas postulações acerca do mundo dessa moça e procurarei ser fiel aos acontecimentos ao qual eu me proponho a narrar a ti. Sendo assim, tire você mesmo suas conclusões e se compadeça [ou não] das aflições dessa nossa companheira de moradia – aproveito e lhe faço sabedor dessa nova, de que esta [de certa forma] também é a sua margem, já que por aqui tanto temos visto você circular em busca de algo que a nós ainda é desconhecido. Encontrou companheiro? Pois bem, eu fico no aguardo de uma resposta sua…

Enfim… Sabes bem, que esta minha recorrência em orquestrar o dicionário é algo a mim tão natural que sempre acaba me fugindo ao controle]

Como eu contava, foi retirada do sono abruptamente e tamanha era a confusão que não sabia ao certo que presença desconhecida que fazia se impor naquela noite escura. E naquele curto intervalo de tempo, naquele momento mesmo fracionado, entre levar as mãos aos olhos e sentir os cílios ainda grudados resistindo à realidade daquela vida que entre tropeços e escolhas no final das contas fora alicerçada por ela mesmo, ouviu ao longe aquele barulho que não parecia externo. Ao contrário, que ao rachar, partia dentro dela e deixava exposto o próprio medo que ela tinha da felicidade.

[Essa agora é nova a mim também! Ainda não havia contado com essa opção pela infelicidade por parte dessa moça. Será meu amigo, que ela está a esse tempo todo ensaiando a felicidade para não ter que estreá-la?]


Pois bem, Levantara-se! E ao se colocar de pé percebera junto a ela quem havia a tanto temido pela sua natureza de revelar a verdade… A sentira como doce brisa, ainda que soubesse que por si só e se fazer presente, esta era mesmo implacável; era aquela senhora. Aquela que caminha sobre os ventos e às vezes se confunde com o próprio e sua natureza indomável e avassaladora. Ela porta em suas mãos raios e se espera de alguma sorte que esta também não o tome por si e se faça cair na moradia de alguém. Pena é, que naquela noite, a moça não teve esta sorte a qual eu mencionei e Oiá tenha se feito cair implacável abrindo as brechas que a moça havia procurado esconder.

Ela que sempre procurara justificar suas atitudes com as boas intenções que foram motriz de toda sua vida, agora deveria deparar-se com aquilo que em seu âmago ela já sabia do que se tratava. E por isso ela relutava! Relutava em sair daquele quarto em que ela se encontrava segura do mundo que ela procurava ignorar…

[Você pode até dizer meu rapaz que de boas intenções o inferno está cheio! Mas em respeito a essa moça e a estória que eu lhe conto, por favor…Não o faça!]


Continua…


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[O encontro]

Fora levantada daquele sono quase que como alguém que é puxado pelos cabelos…

[Sim, meu amigo! Mais uma vez se fala daquela moça que tanto circula aqui por essa margem, aquela mesma da qual você tanto tem ouvido falar… Que hora é Oxum, hora é silêncio e que por muito se fez Butterfly a espera daqueles na janela. Dizem até, meu filho, que ela andou por aí mentindo dizendo que não o esperava. Mas vai saber…Longe de mim querer levantar acusações ou desconfiaças a serem somadas ao sofrimento dessa pobre!

Hoje, contarei a você como foi o despertar dessa sacerdotisa de um culto particular alimentado apenas por ela…

Ou será, para ela?

Este questionamento me surge agora, meu ávido amigo! No entanto, prometo-lhe que não vou me prolongar em infindas postulações acerca do mundo dessa moça e procurarei ser fiel aos acontecimentos ao qual eu me proponho a narrar a ti. Sendo assim, tire você mesmo suas conclusões e se compadeça [ou não] das aflições dessa nossa companheira de moradia – aproveito e lhe faço sabedor dessa nova, de que esta [de certa forma] também é a sua margem, já que por aqui tanto temos visto você circular em busca de algo que a nós ainda é desconhecido. Encontrou companheiro? Pois bem, eu fico no aguardo de uma resposta sua…

Enfim… Sabes bem, que esta minha recorrência em orquestrar o dicionário é algo a mim tão natural que sempre acaba me fugindo ao controle]

Como eu contava, foi retirada do sono abruptamente e tamanha era a confusão que não sabia ao certo que presença desconhecida que fazia se impor naquela noite escura. E naquele curto intervalo de tempo, naquele momento mesmo fracionado, entre levar as mãos aos olhos e sentir os cílios ainda grudados resistindo à realidade daquela vida que entre tropeços e escolhas no final das contas fora alicerçada por ela mesmo, ouviu ao longe aquele barulho que não parecia externo. Ao contrário, que ao rachar, partia dentro dela e deixava exposto o próprio medo que ela tinha da felicidade.

[Essa agora é nova a mim também! Ainda não havia contado com essa opção pela infelicidade por parte dessa moça. Será meu amigo, que ela está a esse tempo todo ensaiando a felicidade para não ter que estreá-la?]


Pois bem, Levantara-se! E ao se colocar de pé percebera junto a ela quem havia a tanto temido pela sua natureza de revelar a verdade… A sentira como doce brisa, ainda que soubesse que por si só e se fazer presente, esta era mesmo implacável; era aquela senhora. Aquela que caminha sobre os ventos e às vezes se confunde com o próprio e sua natureza indomável e avassaladora. Ela porta em suas mãos raios e se espera de alguma sorte que esta também não o tome por si e se faça cair na moradia de alguém. Pena é, que naquela noite, a moça não teve esta sorte a qual eu mencionei e Oiá tenha se feito cair implacável abrindo as brechas que a moça havia procurado esconder.

Ela que sempre procurara justificar suas atitudes com as boas intenções que foram motriz de toda sua vida, agora deveria deparar-se com aquilo que em seu âmago ela já sabia do que se tratava. E por isso ela relutava! Relutava em sair daquele quarto em que ela se encontrava segura do mundo que ela procurava ignorar…

[Você pode até dizer meu rapaz que de boas intenções o inferno está cheio! Mas em respeito a essa moça e a estória que eu lhe conto, por favor…Não o faça!]


Continua…


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