Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘solidão’

Como?

E há de ser refeita  a pergunta: Qual o contrário do amor?

Há tempos responderia: “A INDIFERENÇA”. Mas como ser indeferente nesse exercício diário de viver a vida como se fosse inteiro? Como se eu fosse inteiro…
Sou fragmentos, pedaços de um quebra-cabeças incompleto, mal feito… Não, não pode ser a indiferença.

Há de ser esse vulto…Essa ânsia por se reencontrar em si mesmo sem o outro. Esse pedaço, que em algum momento ainda se espera encontrar em tentativas sem sucesso de se reconstruir.

Existem apenas esses passos forjados, essas voz dissimulada, essa aparência construída em cima  de feridas não cicatrizadas… Essa obrigação orgulhosa que temos de conter a nossa dor e mostrar que seguimos em frente. E como seguimos? Dessa maneira desengonçada, com andar ensaiado e sorriso tão frágil como a fragilidade da nossa capacidade em continuar. Portar-se como um cão e seu osso, lidando com a dor que deve ser escondida, guardada.

E chega-se a pensar que ela não existe, mas ela está ali. Tocando seus dias, seu rosto, suas novas bucas, e marcando. Não marcando a ferro, mas como pequenas feridas diárias, momentâneas…Como uma pequena agulhada na ponta do dedo. Ela não te mata, ela chega até a doer menos e faz você pensar que faz parte de você conviver com ela… Acostuma-se!

Queria à conclusão de que é possível mesmo continuar e que esse pedaço, esse caminho serão encontrados…Mas ainda estão apenas agulhadas me lembrando que eu ainda estou aqui.

Anúncios

Read Full Post »

Como?

E há de ser refeita  a pergunta: Qual o contrário do amor?

Há tempos responderia: “A INDIFERENÇA”. Mas como ser indeferente nesse exercício diário de viver a vida como se fosse inteiro? Como se eu fosse inteiro…
Sou fragmentos, pedaços de um quebra-cabeças incompleto, mal feito… Não, não pode ser a indiferença.

Há de ser esse vulto…Essa ânsia por se reencontrar em si mesmo sem o outro. Esse pedaço, que em algum momento ainda se espera encontrar em tentativas sem sucesso de se reconstruir.

Existem apenas esses passos forjados, essas voz dissimulada, essa aparência construída em cima  de feridas não cicatrizadas… Essa obrigação orgulhosa que temos de conter a nossa dor e mostrar que seguimos em frente. E como seguimos? Dessa maneira desengonçada, com andar ensaiado e sorriso tão frágil como a fragilidade da nossa capacidade em continuar. Portar-se como um cão e seu osso, lidando com a dor que deve ser escondida, guardada.

E chega-se a pensar que ela não existe, mas ela está ali. Tocando seus dias, seu rosto, suas novas bucas, e marcando. Não marcando a ferro, mas como pequenas feridas diárias, momentâneas…Como uma pequena agulhada na ponta do dedo. Ela não te mata, ela chega até a doer menos e faz você pensar que faz parte de você conviver com ela… Acostuma-se!

Queria à conclusão de que é possível mesmo continuar e que esse pedaço, esse caminho serão encontrados…Mas ainda estão apenas agulhadas me lembrando que eu ainda estou aqui.

Read Full Post »

[Arrumar o quarto]

Acorda mais uma vez…E rola!

Envolto em “lençóis amarras” de amores vividos, amores perdidos, sentidos, mentidos…Aos que ele gritou e aos que, silente, se conformou nas noites em que não dormiu.

Pensa em gritar! Gritar, ao menos, para ver se sente e para sentir-se ainda vivo, mas o ensaio não se faz estréia e ainda enrolado se faz conforme e permance inerte, intacto, insensível…

Ele aqui, de volta à margem, tenta escrever sobre o que em geral mente e realizar a catárse que se tornou comum nesse exercício.

Mas o que sente…

Sente?

Não fala.

[Aos companheiros fiéis que continuam visitando esse espaço, mesmo sem atualizações frequentes.]

Read Full Post »

[Arrumar o quarto]

Acorda mais uma vez…E rola!

Envolto em “lençóis amarras” de amores vividos, amores perdidos, sentidos, mentidos…Aos que ele gritou e aos que, silente, se conformou nas noites em que não dormiu.

Pensa em gritar! Gritar, ao menos, para ver se sente e para sentir-se ainda vivo, mas o ensaio não se faz estréia e ainda enrolado se faz conforme e permance inerte, intacto, insensível…

Ele aqui, de volta à margem, tenta escrever sobre o que em geral mente e realizar a catárse que se tornou comum nesse exercício.

Mas o que sente…

Sente?

Não fala.

[Aos companheiros fiéis que continuam visitando esse espaço, mesmo sem atualizações frequentes.]

Read Full Post »

[O Vazio]

Antes, a saudade e as lembranças que o amor deixara irrigaravam-lhe as palavras e foram até passatempo na espera do encontro de um novo…

Esperava, inclusive que fosse assim; um morreria e outro se levantaria em seu lugar. Mas Tempo, desajustado, deu cabo de um sem mandar outro… e restou esse vázio, essa interseção entre o vivido e o que se há de viver, onde não há encontro… Isso, interseção sem encontro! O não-encontro de si mesmo e do outro!

Vazio, apenas!

Vazio completo… pela ausência e pela presente solidão de si mesmo.

Read Full Post »

[O Vazio]

Antes, a saudade e as lembranças que o amor deixara irrigaravam-lhe as palavras e foram até passatempo na espera do encontro de um novo…

Esperava, inclusive que fosse assim; um morreria e outro se levantaria em seu lugar. Mas Tempo, desajustado, deu cabo de um sem mandar outro… e restou esse vázio, essa interseção entre o vivido e o que se há de viver, onde não há encontro… Isso, interseção sem encontro! O não-encontro de si mesmo e do outro!

Vazio, apenas!

Vazio completo… pela ausência e pela presente solidão de si mesmo.

Read Full Post »

 

Faltam-te mãos que te aqueçam o corpo, que percorram a solidão do teu desejo. Faltam-te mãos e falta-te o beijo.
Já não te lembras há quanto tempo aí estás prostrada fiando o tempo, urdindo as memórias dos amantes que tiveste, dos momentos de paixão que viveste.
Foi toda uma vida de prazeres, de sexo ao primeiro encontro, de vãs glórias. Foi toda uma vida de carcaças largadas ao vento.
E agora, faltam-te mãos que te aqueçam a solidão. Já moribunda no teu próprio veneno, esperas a visita de quem nunca voltou.
Nesse momento derradeiro, beijarás sua boca salgada, envolver-te-ás num abraço final, de viúva negra que com a morte acasalou.

Read Full Post »

Older Posts »